Crawler Detect

CRA oferece touros nacionais Angus “sob medida” | Seleon Biotecnologia

CRA oferece touros nacionais Angus “sob medida”

Verdana realiza 1º Leilão CRA no dia 18 de julho próximo

↑ clique para ampliar

O geneticista José Bento Sterman Ferraz, professor da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), da Universidade de São Paulo (USP), finalizou o trabalho de avaliação e agrupamento dos dados gerados pela primeira e maior prova de desempenho de tourinhos nacionais da raça Angus do Brasil, batizada de CRA – Centro de Referência Angus.

Trata-se de um projeto pioneiro da Verdana Agropecuária, realizado no ano passado em Itatinga, interior de São Paulo, que contou com a participação de 65 animais, oriundos dos principais criatórios da raça, situados principalmente no Rio Grande do Sul, o berço da genética taurina no País.

O CRA foi idealizado pelo empresário e pecuarista Bruno Grubisich, sócio da Verdana Agropecuária, ao lado do pai (José Carlos Grubisich), e proprietário da Seleon Biotecnologia, uma das líderes brasileiras em coleta e processamento de sêmen, também localizada em Itatinga. 

Além da parceria com José Bento/USP, o CRA conta com a experiência de Breno Barros, responsável pela coordenação do projeto e proprietário da consultoria BJPBarros Assessoria Pecuária. José Roberto Potiens, diretor técnico da Seleon e um dos maiores especialistas em análise laboratorial de materiais genéticos do País, completa o time de organizadores do CRA.

O princípio básico do CRA é simples, embora tenha envolvido um conjunto de avaliações e medidas fenotípicas bastante complexo, de grande importância para a pecuária moderna: encontrar os melhores animais nacionais da raça Angus, que sejam totalmente adaptados à pecuária brasileira, direcionados exclusivamente para a vacada Nelore, situada no Brasil Central, diferentemente do material genético importado, testado em condições ambientais diferentes das nossas.

Sendo assim, foram avaliadas 25 características durante a prova (que vão desde o CAR - Consumo Alimentar Residual, passando pela ultrassonografia, até as avalições visuais e de pedigree). Para nortear melhor os pecuaristas interessados pelo CRA, o geneticista José Bento e outros três envolvidos diretamente com o projeto (Bruno Grubisich, Breno Barros e José Carlos) decidiram facilitar o entendimento da “sopa de números” que as avaliações genéticas produzem e criaram cinco índices principais. São eles:

1)    ÍNDICE DE CONFINADOR, para o criador que faz o ciclo completo e quer abater com precocidade, peso e rendimento de carcaça;

2)      ÍNDICE PARA O PRODUTOR DE BEZERRO, para os criadores que não fazem o ciclo completo e querem apresentar um bezerro acima da média no momento da venda após o leilão;

3)      ÍNDÍCE PARA QUALIDADE DE CARCAÇA, para os que trabalham produzindo animais com diferenciais de carcaça que se traduz em bonificação pela qualidade e consequentemente maior faturamento;

4)      ÍNDICE RUSTICIDADE, para quem quer incorporar ao rebanho a resistência ao carrapato e conforto término;

5)       ÍNDICE IATF que seria um indicativo de desempenho da qualidade de sêmen descongelado.

 

“A intenção é que o criador se acostume com esses índices, e consiga achar o melhor animal para o seu rebanho com a máxima segurança possível”, esclarece Breno Barros.

A partir dos resultados das medidas avaliadas durante a prova CRA, todos os animais da prova foram agrupados em escalas do melhor para o pior.

Segundo Bruno Grubisich, 90% do grupo de animais participantes do CRA se mostraram excepcionais. “A genética desse grupo seleto de animais estará disponível aos pecuaristas de todo o Brasil a partir de dia 19 de julho, quando ocorrerá o primeiro Leilão Anual do CRA”, informa Grubisich. Antes do remate, a Verdana Agropecuária realiza, em Itatinga, um dia de campo, em 17 de julho, para que todos os convidados possam conhecer de perto os animais avaliados e discutir os resultados da prova com os organizadores do projeto.

Cerca de 10% dos animais que participaram do programa não será colocada à venda como reprodutores. “Nosso raciocínio se pauta no conceito que ‘se não serve pra mim, não serve para os outros’”, observa Barros. Esses tourinhos, apesar de terem ascendência de animais de linhagens de sucesso, não se apresentaram bem na avaliação genética a partir dos dados coletados durante a prova. “O pedigree, segundo nossas observações apoiadas em experiência e literatura, não dá sinal verde para que um macho ou fêmea se tornem reprodutores”.