Crawler Detect

Leilão CRA tem liquidez total e gera receita de R$ 710.000 | Seleon Biotecnologia

Leilão CRA tem liquidez total e gera receita de R$ 710.000

Líder da prova, o touro BF Inédito, é negociado por R$ 60.000, para criador do MS

↑ clique para ampliar

 

O 1º Leilão Angus Provado CRA, realizado em 18 de julho pelo Canal Rural, registrou faturamento total de R$ 710.000 e receita média geral de R$ 12.100, com a venda de 59 touros jovens provados pela primeira edição do Centro de Referência Angus (CRA). O projeto foi criado há quase um ano pela Verdana Agropecuária, de Itatinga-SP, em parceria com criatórios do Sul do País, e tem como objetivo principal fomentar o uso da melhor genética de tourinhos nacionais da raça Aberdeen Angus, adaptados ao cruzamento industrial com vacas Nelore e às condições ambientais do Brasil-Central.

“Ficamos totalmente satisfeitos com os ótimos resultados deste primeiro remate, o que comprova a força inicial do CRA e o enorme interesse de pecuaristas e centrais de sêmen por um trabalho sério e de longo prazo, que visa propagar a genética de animais nacionais Angus avaliados para as principais características de importância econômica, adaptados ao clima tropical brasileiro e perfeitos para o uso em cruzamento industrial”, festeja Bruno Grubisich, sócio da Verdana e mentor do projeto.

O maior lance do leilão foi direcionador para líder da prova CRA, BF Inédito, filho do SAVRessouce, originário do criatório Brasil Florestal, de Santa Catarina, arrematado por R$ 60.000. O comprador do animal, que recebeu a maior nota nos quatro principais índices do CRA — “Confinador”, “Bezerros”, “Carcaça” e “Rusticidade” —, foi o criador Alfredo Zamlutti, da Agropecuária Zamlutti, com propriedades em Campo Grande e Pantanal (MS).

O segundo maior lance ficou para o touro BF Ibere, também filho do Ressource, e pertencente ao mesmo criatório do líder da prova, o Brasil Florestal. O responsável pela compra, no valor de R$ 25.000, foi o pecuarista Alexandre Zucatelli, que mantém um grande projeto de cruzamento industrial (Angus/Nelore) no Pará. O BF Ibere foi o segundo melhor no índice geral da prova CRA, mantendo a segunda colocação nos índices “Confinador” e “Bezerros”, terceiro colocado no indicador “Carcaça” e quarto em “Rusticidade”.

O criador Nivaldo Dzyekanski, proprietário da Brasil Florestal, ressalta o “alto nível técnico e a seriedade” do projeto CRA”. “Já era hora dos criadores de Angus de todo o Brasil terem oportunidade de enviar os seus melhores animais para um projeto visionário e de extrema importância para a pecuária brasileira”, ilustra o criador, que participou do “Dia de Campo CRA”, realizado na Verdana Agropecuária no dia 17 de julho, véspera do leilão, que recebeu mais de 120 pessoas.

Os outros criatórios de Angus que tiveram os seus animais negociados no 1º Leilão Angus Provado CRA foram: 3 Marias Agronegócios; Cabanha Basca; Cabanha da Corticeira; Cabanha Rincon del Sarandy; CIA Azul Agropecuária; Fazenda Água Boa; Fazenda Guarda-Mór; Fazenda Reconquista; e Tradição Azul.

Segundo informa Bruno Grubisich, a média de valor dos dez touros líderes da prova CRA, recomendados para coleta em centrais de genética, ficou em R$ 21.100. “Grande parte dos reprodutores líderes do CRA ficará para coleta de sêmen na própria Seleon Biotecnologia”, informa Grubisich, referindo-se à central situada a 6 km da Verdana Agropecuária, responsável pela análise do material genético dos animais avaliados durante a prova.

Ainda segundo o sócio da Verdana, o perfil do investidor dos touros do CRA são pecuaristas com grandes projetos de cria com cruzamento industrial no Brasil Central. “Boa parte deles atende a nichos de carne especial”, relata.

Detalhes do projeto - Durante a prova de desempenho CRA, foram avaliadas mais de 25 características, que vão desde o CAR - Consumo Alimentar Residual, passando pela ultrassonografia, até as avalições visuais e de pedigree. Para nortear melhor os pecuaristas interessados pelo CRA, o geneticista José Bento Sterman Ferraz, professor da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), da Universidade de São Paulo (USP), e outros três envolvidos diretamente com o projeto (Bruno Grubisich, Breno Barros, da consultoria BJPBarros Assessoria Pecuária, e José Roberto Potiens, diretor técnico da Seleon Biotecnologia), decidiram facilitar o entendimento da “sopa de números” que as avaliações genéticas produzem e criaram cinco índices principais. São eles:

1)    ÍNDICE DE CONFINADOR, para o criador que faz o ciclo completo e quer abater com precocidade, peso e rendimento de carcaça;

2)      ÍNDICE PARA O PRODUTOR DE BEZERRO, para os criadores que não fazem o ciclo completo e querem apresentar um bezerro acima da média no momento da venda após o leilão;

3)      ÍNDÍCE PARA QUALIDADE DE CARCAÇA, para os que trabalham produzindo animais com diferenciais de carcaça que se traduz em bonificação pela qualidade e consequentemente maior faturamento;

4)      ÍNDICE RUSTICIDADE, para quem quer incorporar ao rebanho a resistência ao carrapato e conforto término;

5)       ÍNDICE IATF que seria um indicativo de desempenho da qualidade de sêmen descongelado.

 

“A intenção é que o criador se acostume com esses índices, e consiga achar o melhor animal para o seu rebanho com a máxima segurança possível”, esclarece Breno Barros.

A partir dos resultados das medidas avaliadas durante a prova CRA, todos os animais da prova foram agrupados em escalas do melhor para o pior.

Segundo Bruno Grubisich, 90% do grupo de animais participantes do CRA se mostraram excepcionais. “Agora, com a realização do primeiro leilão, a genética desse grupo seleto de animais está disponível aos pecuaristas de todo o Brasil”, enfatiza Grubisich.

 

Dos 65 animais que participaram do programa CRA, cinco deles não foram colocados à venda como reprodutores. “Nosso raciocínio se pauta no conceito que ‘se não serve pra mim, não serve para os outros’”, observa Barros. Esses tourinhos, apesar de terem ascendência de animais de linhagens de sucesso, não se apresentaram bem na avaliação genética a partir dos dados coletados durante a prova. “O pedigree, segundo nossas observações apoiadas em experiência e literatura, não dá sinal verde para que um macho se torne reprodutor”, avalia Barros.

 

Informação à Imprensa

Jornalista: Denis Cardoso

(+55) 11 96375-2672

E-mail: deniscardosos@gmail.com

 

Endereço da Seleon Biotecnologia: 

Estrada Manuel Rodrigues de Barros,

km 8,5, Itatinga-SP